Sobre
o elenco o grande destaque fica por conta de Malu Rodrigues, a Dorothy. Dando o
tom certo ao seu papel, e a característica eminentemente teatral a sua
personagem, a atriz consegue se destacar pela sua competência, mas
especialmente por não levar ao palco os trejeitos e vícios televisivos que
limita outros membros desse grupo, como Lucio Mauro Filho e, principalmente, Maria
Clara Gueiros, respectivamente o Leão Covarde e a Bruxa Má do Oeste.
Lucio
Mauro Filho emprega detalhes que levam a personagem do Leão para uma veia
cômica fácil demais, com características homossexuais predominando a cada fala,
e – vim saber depois, por acaso – impregnando seu texto com cacos de sua personagem
do programa de TV A Grande Família. A sempre presente homossexualidade da
personagem na peça é exagerada a ponto de ser perdida a medida entre o que
seria humorístico e o que efetivamente foi: grosseira e, por vezes, difamatória.
Especialmente porque estamos falando de um público em sua maioria formado por
crianças muito jovens.
De
maneira bastante parecida a atriz Maria Clara Gueiros não deixou de ser seu
estereótipo da TV, seja o dos programas de humor, seja o de propagandas de
produtos de limpeza. A via fácil e confortável não foi transposta. E cada
gargalhada do público relembrando momentos televisivos apenas sedimentou esse
detalhe.
.
.
.
Nenhum comentário:
Postar um comentário