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quarta-feira, 25 de julho de 2012

O Mágico de Oz #2


Sobre o elenco o grande destaque fica por conta de Malu Rodrigues, a Dorothy. Dando o tom certo ao seu papel, e a característica eminentemente teatral a sua personagem, a atriz consegue se destacar pela sua competência, mas especialmente por não levar ao palco os trejeitos e vícios televisivos que limita outros membros desse grupo, como Lucio Mauro Filho e, principalmente, Maria Clara Gueiros, respectivamente o Leão Covarde e a Bruxa Má do Oeste.
Lucio Mauro Filho emprega detalhes que levam a personagem do Leão para uma veia cômica fácil demais, com características homossexuais predominando a cada fala, e – vim saber depois, por acaso – impregnando seu texto com cacos de sua personagem do programa de TV A Grande Família. A sempre presente homossexualidade da personagem na peça é exagerada a ponto de ser perdida a medida entre o que seria humorístico e o que efetivamente foi: grosseira e, por vezes, difamatória. Especialmente porque estamos falando de um público em sua maioria formado por crianças muito jovens.
De maneira bastante parecida a atriz Maria Clara Gueiros não deixou de ser seu estereótipo da TV, seja o dos programas de humor, seja o de propagandas de produtos de limpeza. A via fácil e confortável não foi transposta. E cada gargalhada do público relembrando momentos televisivos apenas sedimentou esse detalhe.
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