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quarta-feira, 25 de julho de 2012

O Mágico de Oz #2


Sobre o elenco o grande destaque fica por conta de Malu Rodrigues, a Dorothy. Dando o tom certo ao seu papel, e a característica eminentemente teatral a sua personagem, a atriz consegue se destacar pela sua competência, mas especialmente por não levar ao palco os trejeitos e vícios televisivos que limita outros membros desse grupo, como Lucio Mauro Filho e, principalmente, Maria Clara Gueiros, respectivamente o Leão Covarde e a Bruxa Má do Oeste.
Lucio Mauro Filho emprega detalhes que levam a personagem do Leão para uma veia cômica fácil demais, com características homossexuais predominando a cada fala, e – vim saber depois, por acaso – impregnando seu texto com cacos de sua personagem do programa de TV A Grande Família. A sempre presente homossexualidade da personagem na peça é exagerada a ponto de ser perdida a medida entre o que seria humorístico e o que efetivamente foi: grosseira e, por vezes, difamatória. Especialmente porque estamos falando de um público em sua maioria formado por crianças muito jovens.
De maneira bastante parecida a atriz Maria Clara Gueiros não deixou de ser seu estereótipo da TV, seja o dos programas de humor, seja o de propagandas de produtos de limpeza. A via fácil e confortável não foi transposta. E cada gargalhada do público relembrando momentos televisivos apenas sedimentou esse detalhe.
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sexta-feira, 20 de julho de 2012

O Mágico de Oz #1


O evento por si só já era grandioso para mim: conhecer o teatro mais antigo da cidade do Rio de Janeiro, o Teatro João Caetano, na Praça Tiradentes. O primeiro espaço cênico inaugurado nesse local data de 1813, e por suas instalações – modificadas inúmeras vezes ao longo de seu quase bi-centenário – já passaram figuras ilustres tais como Sarah Bernhard e Eleonora Duse.
Fui assistir à apresentação do musical O Mágico de Oz, trazido aos palcos pela dupla Charles Möeller e Claudio Botelho. Inspirada na montagem da Royal Shakespeare Company, considerada a mais fiel ao filme The Wizard of Oz, da MGM, a montagem brasileira estreou no dia 08 de junho de 2012 no Rio. A apresentação que presenciei foi a da tarde do dia 08 de julho do mesmo mês.
Meu primeiro contato com o espetáculo se dera antes mesmo de eu chegar ao teatro. No hall do hotel em que fiquei hospedado estava Miele – o próprio Mágico de Oz – tomando um cafezinho com uma amiga; assediado por fãs que tinham acabado de participar da Maratona do Rio, mas que nem ao certo sabiam seu nome, sabiam apenas que o conheciam da Televisão. Belo resumo de toda a situação que estava por vir.
Cheguei dez minutos antes do início, procurei meu lugar, voltei ao hall para comprar o programa da peça, e fiquei observando o público à minha volta; um espetáculo antes do espetáculo. Coisa que não se vê mais: os lanterninhas; organizando todos com maestria, e colaborando para que tudo começasse no seu estrito horário, o que de fato aconteceu. Coisa que não se vê mais.
Cenários grandiosos, projeções interessantes, praticáveis impecáveis, música ao vivo, e um elenco principal com algumas estrelas da Televisão. Motivo mais do que suficiente para o espaço estar abarrotado de gente; especialmente crianças; peguei a sessão das quinze horas de um domingo.

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