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quinta-feira, 27 de setembro de 2012
sábado, 22 de setembro de 2012
terça-feira, 11 de setembro de 2012
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
Hinário Escolar ou Padre Nosso Pós-Pós-Moderno
Samba do
Crioulo Doido
por Stanislaw Ponte Preta
Foi em Diamantina
Onde nasceu JK
Que a Princesa Leopoldina
Arresolveu se casá
Mas Chica da Silva
Tinha outros pretendentes
E obrigou a princesa
A se casar com Tiradentes
Onde nasceu JK
Que a Princesa Leopoldina
Arresolveu se casá
Mas Chica da Silva
Tinha outros pretendentes
E obrigou a princesa
A se casar com Tiradentes
Lá iá lá iá lá ia
O bode que deu vou te contar
Lá iá lá iá lá iá
O bode que deu vou te contar
O bode que deu vou te contar
Lá iá lá iá lá iá
O bode que deu vou te contar
Joaquim José
Que também é
Da Silva Xavier
Queria ser dono do mundo
E se elegeu Pedro II
Das estradas de Minas
Seguiu pra São Paulo
E falou com Anchieta
O vigário dos índios
Aliou-se a Dom Pedro
E acabou com a falseta
Que também é
Da Silva Xavier
Queria ser dono do mundo
E se elegeu Pedro II
Das estradas de Minas
Seguiu pra São Paulo
E falou com Anchieta
O vigário dos índios
Aliou-se a Dom Pedro
E acabou com a falseta
Da união deles dois
Ficou resolvida a questão
E foi proclamada a escravidão
E foi proclamada a escravidão
Assim se conta essa história
Que é dos dois a maior glória
Da. Leopoldina virou trem
E D. Pedro é uma estação também
Ficou resolvida a questão
E foi proclamada a escravidão
E foi proclamada a escravidão
Assim se conta essa história
Que é dos dois a maior glória
Da. Leopoldina virou trem
E D. Pedro é uma estação também
O, ô , ô, ô, ô, ô
O trem tá atrasado ou já passou
O trem tá atrasado ou já passou
Message in a bottle #1
Uma semana bastou para que diversos eventos se
descortinassem diante dos meus olhos, fazendo com que um horizonte surgisse.
Não um novo horizonte, mas um horizonte simplesmente. Ele já estava lá, mas
invisível. Escrevo sobre o horizonte do país - de qualquer país -, da nação -
de qualquer nação; mesmo que o conceito de nação se mostre muito frágil quando nos
deparamos com tragédias, problemas, ou simplesmente injustiça.
E esse conceito se desvanece quando nos
encontramos diante de listas intermináveis de tragédias, problemas, injustiça.
Embora sejam mais comuns listas das melhores coisas que conhecemos, ou das
quais mais gostamos. Nos jornais impressos e noticiários sempre os mais
vendidos, os mais votados, os mais apreciados.
A política em torno de prêmios também segue a
mesma lógica. Os filmes mais, as músicas mais, os livros mais. Porém o outro
lado da história raramente recebe a mesma atenção. E não me refiro aos menos
isso ou menos aquilo. Refiro-me aos mais deprimentes aspectos da nossa
sociedade. E sociedade em tempos de massificação dos meios de
comunicação significa simplesmente todo mundo, em todos os lugares.
Eu escrevo de e sobre Curitiba, não tanto para
quebrar falsas impressões, mas porque não conheço outro local sobre o qual
escrever. E quando fui sintetizando elementos sobre os quais discorrer uma
garrafa apenas se mostrou insuficiente para ser preenchida com todos os meus
pedidos de socorro; mesmo usando apenas poucos parágrafos para citar casos
independentes que presenciei.
Comecemos finalmente o texto: o que o originou foi
o assassinato de uma pessoa próxima a mim. Eu não o conhecia. Ele era próximo a
alguém próximo. Morte estúpida em situação esdrúxula, ele foi esfaqueado ao
sair de um bar, por uma pessoa que estava em uma posição muito semelhante à
sua, com uma diferença: essa pessoa portava uma arma branca que julgava
inofensiva. Tão inofensiva que após esfaquear meu amigo do amigo o assassino
não se deu conta de que tirara a vida de um seu semelhante, continuando sua
noitada como se nada houvesse ocorrido.
Após ser informado pela imprensa sensacionalista e
se assistir em programecos de TV de futuros candidatos a vereador e deputado
estadual nosso anti-herói se entrega às autoridades. Respondendo em liberdade,
pois segundo a legislação por ser réu primário e não apresentar riscos à
sociedade ele pode ser beneficiado dessa maneira.
Fato: se somos cidadãos honrados perante a lei
vale a pena corrermos o risco de esbarrarmos em alguém nas noites da cidade e,
caso algo saia fora do padrão, encontrarmos uma maneira de nos livrarmos das
figuras indesejadas. Não somos em momento nenhum confrontados com uma força
maior do que a nossa própria consciência, que nos impeça de fazer algo que
venha a prejudicar pessoas ou patrimônios. Pra tudo há remédio, até pra morte,
desde que não seja a nossa.
S.O.S. porque
nossos corpos...
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