O
evento por si só já era grandioso para mim: conhecer o teatro mais antigo da
cidade do Rio de Janeiro, o Teatro João Caetano, na Praça Tiradentes. O
primeiro espaço cênico inaugurado nesse local data de 1813, e por suas instalações
– modificadas inúmeras vezes ao longo de seu quase bi-centenário – já passaram
figuras ilustres tais como Sarah Bernhard e Eleonora Duse.
Fui
assistir à apresentação do musical O Mágico de Oz, trazido aos palcos pela
dupla Charles Möeller e Claudio Botelho. Inspirada na montagem da Royal
Shakespeare Company, considerada a mais fiel ao filme The Wizard of Oz, da MGM,
a montagem brasileira estreou no dia 08 de junho de 2012 no Rio. A apresentação
que presenciei foi a da tarde do dia 08 de julho do mesmo mês.
Meu
primeiro contato com o espetáculo se dera antes mesmo de eu chegar ao teatro.
No hall do hotel em que fiquei hospedado estava Miele – o próprio Mágico de Oz
– tomando um cafezinho com uma amiga; assediado por fãs que tinham acabado de
participar da Maratona do Rio, mas que nem ao certo sabiam seu nome, sabiam
apenas que o conheciam da Televisão. Belo resumo de toda a situação que estava
por vir.
Cheguei
dez minutos antes do início, procurei meu lugar, voltei ao hall para comprar o
programa da peça, e fiquei observando o público à minha volta; um espetáculo
antes do espetáculo. Coisa que não se vê mais: os lanterninhas; organizando
todos com maestria, e colaborando para que tudo começasse no seu estrito
horário, o que de fato aconteceu. Coisa que não se vê mais.
Cenários
grandiosos, projeções interessantes, praticáveis impecáveis, música ao vivo, e
um elenco principal com algumas estrelas da Televisão. Motivo mais do que
suficiente para o espaço estar abarrotado de gente; especialmente crianças;
peguei a sessão das quinze horas de um domingo.
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